quarta-feira, 26 de maio de 2010

seeing a belief

''My mouth was dry
only you quenched my thirst
And I thought I was last
You told me I was first.''

seeing angels - john butler trio

Acreditar no amor é algo perigoso,
eu me basto em viver esse perigo o tempo que for necessário,
mas que não baste o tempo que temos para provar
que ele existe,
e sim que ele sempre esteve ali.

deita

Se vê meus olhos sérios, é porque me importo.
Se sente minha mãos mais apertadas que o normal, é porque o medo passou por mim, o medo de não sentir essas mãos da mesma forma.
Se pergunta se estou bravo, não, é preocupação, acredite, não seria nem necessário a pergunta se realmente estivesse.
Se gosta do meu abraço, é porque talvez eles te protejam, ou tentam, ao menos.
Se gosta da minha conversa, é porque na verdade não gosta, e tenta se conformar como até hoje concorda com ela.
Se alguma vez minha voz conseguiu te paralisar, se meu toque te fez suspirar, é porque nada mais precida ser dito.
Se alguma vez eu disse que sou seu, cegamente, não esperando reciprocidade, acredite, nunca fui tão sincero.
Se deita ao meu lado, é porque não quer levantar,
não tão cedo.

não tão logo.

(E se na ausência sinto tua falta, é porque sei que sua ausência nada mais é que a saudade consentida.)

Logo será quando disser novamente que é minha,
em meio a um suspiro,
a um breve sempre.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

mora em mim.

Cacete.
como é possivel em tao pouco tempo tudo mudar tanto, como é possivel que tanta coisa aconteça e seja tão forte, tão intenso, que seja capaz de mudar o que se sente, o que se quer, o que se almeja.

Como é conviver intensamente com pessoas que nunca se viu, e ter com elas a intimidade que levou anos para ter com poucos.
Como é indentificar amigos, reforçando, no entanto, as velhas amizades que jamais podem ser esquecidas.

Como é ter dentro de sua republica, sim nao mais casa, republica, discussões políticas, debater pontos adminstrativos, e e decidir sobre o futuro, sim um futuro palpável e real, que está incrivelmente próximo.

e saber que o tempo não voa, ele simplesmente passa e se conscientiza que é realmente impossivel fazer tudo, ser tudo e ser de todos.
É necessário que se faça escolhas, estas porém demandam reflexão, a qual demandaria um tempo inexistente, ou seja, o cérebro funciona em um rítmo tãop aluscinando quando o proprio corpo e o sono nao é suficiente pra suprir o cansaço, na verdade, o cansaço passa a fazr parte de personalidade, e valoriza-se assim o tempo que nao se tem.

São fatos, sentimentos, e coisas enfim, que passaram a morar em mim, pois uma vez que eu moro em um republica, continuo tendo meu lar, e mora em mim diversos sentimentos, embora eu saiba que o lar de mim mesmo qual é, e percebe-se então que uma vez que sua republica nao pode se tornar um lar, o ser humano, o lar de cada um, abriga sim as coisas que moram nele, e assim cresce, aprende e amadurece.

Enfim,
cacete.

sábado, 24 de abril de 2010

hoje eu quero é paz.

samba, sábado a noite em casa, pensamentos leves, preocupações grandes, sentimentos fortes, dúvidas exatas, certezas totalmente dúbias.

deveres, fazeres, e um sentimento antecipado de nostalgia de um época totalmente caótica, deliciosa, perfeita.
de índio, de moicano, de calouro.

ainda falta muito, em pouco tempo,
e vamo Paulista, vamos ser campeão !

sábado, 20 de março de 2010

índio.

Quanto vale passar por certas experiências?
Certamente, nao é mensurável, mas são menosprezadas na maoria das vezes, e isso é claro quando percebemos o quanto menos as pessoas se oferecem a conhecer novas, culturas, lugares, e se propõem a ajudar.

Índios.
Pico do Jaraguá.
Expectativa: ocas, pinturas, nudez indígena.
Fato: Barracos, sujeira, camisetas de futebol.
Choque?

O que eu esparava ouvir de um pajé que vestia um moletom e uma camiseta do Corinthians? Seria o mesmo que ouviria de um pajé típico Xingú?
Aquela tribo havia sido realmente modificada pela ação humana ou eles teriam procurado a sociedade em que nós (entenda o nós como civilização que segue a mentalidade capitalista) vivemos?

Os motivos não são claros, não foram deixado claros, mas a exposição de uma idéia é necessária: qual é o modelo que estes índios, principalmente as crianças, tem a seguir?
Talvez a mais delicada das questões, pois não procura por um culpado, mas procura sim um ecaminhamento, ou o índio passa a ser totalmente absorvido pelo capitalismo e se miscigena definitivamente na sociedade, ou deverá ocorrer uma isolamneto total, capaz de manter os índios intocáveis, mas que a sociedade torne-se algo quase que virtual para eles.
Esse estágio transitório, o atual, é onde se pode enxergar problemas dos dois caminhos expostos.
A sociedade capitalista marginaliza totalmente indígenas, principalmente àquelas que ja iniciaram um contato mais forte com a civilização, e neste estágio, não passam de uma classe a mais no nível de pobreza.
A retomada da situação original dos índios é, pode-se dizer, utópica. Após o contato com a tecnologia, a medicina e principalmente, o dinheiro, houveram diversas facilitções nas vidas de diveros índios, o que, porém, não significa melhoras.
Dessa forma, os pequenos índios de agora, tendo uma educação voltada totalmente á sua tribo, não possuem um modelo claro a seguir, pois enquanto aprendem em sua 'escolinha' o guarani e a religião indígena, olham para a rodovia que passa a menos de um quilometra da pequena aldeia, se assim pode-se chamar aquele local com esgoto a céu aberto, ausência de qualquer saniamento, abandonado, ou seja, NADA típico do projeto tradicional do índio.

Enfim, o choque cultural abre os olhos para questões como essa. Abre também a mente para novos questionamentos, e o principal, que deve prevalescer como essensial agora, é: O que pode-se fazer, individualmente, para auxiliar no futuro desse povo indígena, o povo que guarda alguma de nossa identidade, ainda.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ares.

Não é possível entender o que não foi feito para tal,
uma vez que desvendou em si mesmo a razão do seu amor,
o mistério, o próprio não, e a dificuldade,
em seu ser há o conflito entre a angústia de amar na ausência do ser amado.
De iniciar-se em terrenos cujos próprios pé temem,
Pensa e refelte como enfrentar.

PARA TUDO.

Levanta a cabeça,
sê humildade,
Tem o mundo na tua frente,
conhece-o.
Coragem.
São novos ares,
Valoriza os que já guarda em teu pulmão.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

o dia.

E ao passar o dia, chego no fim da tarde e me deito, num cansaço mais mental do que físico. Resultado de um desgaste desnecessário de pensamentos que vinham e iam numa velocidade absurda, e que acabavam mortos no caminho da expressão, que muitas vezes escapavam com um simples tapa, empurrão, um abraço, um toque sutíl, um olhar.

Enquanto minha mente desacelera, parace me mostrar certos caminhos, bem claramente, que parecem terem sido descobertos jsutamente por esse caos mental, caminhos antes que pareciam impossíveis de ver, resoluções difíceis de se conjecturar.

E agora? Como tentar expressar sobre esses horizontes, sobre essa racionalidade que encontrou no irracionalidade um caminho conjunto?
Como, pela primeira vez, não sentir a dúvida, a leve angústia.
Sentir apenas o pesar, o pesar de o sonho ter talvez acabado, os olhos estarem abrindo, o pesar da verdade não ser mais o caminho que o espera.
O mundo é cruél, já diziam.
E ninguém disse que seria fácil.

Um texto feito de perguntas, um texto montado a partir dos trejeitos que levaram a conclusões que aqui não aparecem.
Como ainda isso pode ser lido?
Perdão, umas das resoluções foi deixar este blog mais impessoal.