segunda-feira, 22 de junho de 2026

Como se escreve?

Tudo começou quando foi solicitado um "texto" - me mande um texto seu, algo que você escreveu, sem IA - sim - Inteligência Artificial.

Nesse Blog, 11 anos atrás, qual a possibilidade de um dia se pensar que eu mesmo não poderia escrever meus próprios textos?

E dessa forma vi que - pasmem - devo ter escrito 3 textos nos últimos 5 anos: morte da minha avó, morte do meu pai, meu casamento.

Pelo jeito o apego pelas palavras e capacidade de raciocinar e filosofar apodreceram com os anos. Talvez pelo excesso de informação, estímulos - ou mesmo pela falta de "tempo".

Falta pra quê? 

Eu, tentando escrever meu próprio texto - não consigo entender como não consigo lidar com o próprio tempo. A própria idéia de que irá me faltar horas de sono, horas de estudo, horas de diversão me fazem ansiar para não fazer exatamente isso que faço agora e "descansar".

Para trabalhar melhor? Para estar mais descansado para me cansar com mais energia no dia seguinte? Para acordar cansado do mesmo jeito e procurar mais uma desculpa para não ir na academia, ou ler um livro, ou escrever a porra de um texto.

E como que escreve? Para onde foi o léxico? para onde se foi esse paixão que ludibriava? para onde foram os pensamentos sinestésicos? para onde foi a capacidade de SENTIR com as palavras - de um abraço, uma madrugada, um momento de embriaguez moderada...

E não é poesia, não são crônicas, e muito menos um romance.
Dissertações erráticas, metalinguísticas, pseudo-filosóficas e claramento pseudo-intelectuais.
Esse texto não é bom. O escrever se foi.
Mas não morreu. Se cavar bastante, até acha.

Até poderia continuar, do meu jeito, minhas palavras, meus cacuetes.

Mas, quem tem 'tempo'?




domingo, 25 de janeiro de 2015

Defeated

A tristeza que assola dessa vez é diferente.
Chega a ser revoltante, mas faz os olhos arderem de cansaço. Pesa.
Como um dia inacabável que de repente chega ao fim. 
Como uma luta longa, em que se sangra, em que os roxos e dores passam despercebidos perto da exaustão que se instaura.

Não acredito que tenhamos desistido.
Não acredito que faltaram esforços. Esforços tais que mostraram-se frustros, porém existiram. Cada incentivo, ideia, beijo, cada detalhe pra te ver feliz, por mais insípidos que fossem.
Não faltou amor, disso tenho certeza. 
Fomos derrotados. 
Derrotados por uma tristeza maior, Por um mundo que talvez tenha conspirado ao nosso favor, pois apesar das circunstâncias e coincidências, nosso relacionamento foi algo totalmente inesperado; e contra nós, ao mesmo tempo que minou nossas forças de continuar junto.

Me sinto derrotado. Jogado no chão. Ainda tentando entender porque perdi.
Me sinto cansado. E apesar de saber que é impossível, a única pessoa que me ajudaria nesse momento é você. 

Me sinto culpado por me entregar, por me deixar te amar, de alguma forma acredito que tenho alguma culpa nisso tudo. 

Não vejo sua alegria em ninguém. Muitos menos seu carinho. E meu amor, talvez este, que já mal sai da toca, não saia nunca mais. 

''It's like being thrown down on the ground/ You didn't see it coming/ You felt nothing at all/ You just feel hurt/ Hurt inside./ But you knew/ Since the beginning/ You may have been walking on clouds/ When the life is easy and light/ and you almost forgot/ the ground was there/ All the time.''




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

(Im)Permaneceu



E como veio, foi.
E nessas 24 horas foi capaz de derramar lágrimas de alegria, de tristeza e de saudade.

Tem certeza, se apaixonou.
Clara e inocentemente como quando, anos atrás, declarava-se, e sentia a mesma dispnéia, o mesmo acelerado coração, o mesmo nó na garganta.

Foi possível olhar no fundos com a sinceridade de um olhar apaixonado. Eles diziam ''sou teu''. E olhos não mentem. Sua voz soou clara, e seus pensamentos, em meio a cursos confusos, acelerados, em meio a confusão basal, estavam lúcidos, as palavras refletiam a alma que sua mente gerava. (a alma, a projeção biológica da mente, acredito, porém não explico, ninguém explica).

Queria que aquele abraço durasse a eternidade. Piegas, sim. Sincero, sempre.
''Abraçamos um ao outro um pouco mais forte: não vou deixar isto passar,  não aceito a natureza efêmera deste momento, e vou estendê-lo para sempre, ou ao menos, tentar.'' (Traduzido de ''Existencial Bummer'')
Sentiu-se amado.

E da mesma forma, como quem mergulha sem medo em daqueles belos lagos, dignos de foto, quando diz, ''Pula'', em seu ouvido, sentiu a dor, a surpresa do esperado, que, no fundo, haveriam pedras, duras como a realidade que não deixou de estar lá, porém, não podia ser vista.
Na verdade, gostaria de ter se sentido.
Diferente de anos atrás, é capaz de identificar e driblar assuntos de compromisso, relacionamentos, fazem apaixonar sem se entregar, sentir apaixonante e no fundo apenas, ''gostar''.

A repulsa, o nojo, como se algo morresse. Como se as borboletas em seu estômago tivessem padecido e realmente pesavam. Queria chorar. Queria não estar ali, não ter dito. Devia ter preservado seu castelo de sentimentos, que mostrou-se indefenso, violável, vulnerável, como anos atrás.

E ao despedir-se. Seus olhos brilharam de lágrimas. Impossível dizer quais os sentimentos contidos naquela lágrimas. Mas este nunca chorou por efêmeros sentimentos.

Por mais que a maturidade faça sua parte e nos torne mais ásperos, mais longes do amor parecemos estar, ao nos entregarmos, somos capazes de sentir algo tão instintivo, tão primário quanto a fome, o medo.
O sentimento que enobrece, mata, dá sentido.
Pois sem ele, seríamos simples alvos da entropia.
Sem ele, a impermanência, ao percebida, mataria de cara.
E por ele, sofremos, choramos.
Mas vivemos.

''Sometimes I feel nostalgic over something I haven't lost yet''



domingo, 17 de fevereiro de 2013

como se desenha

Nunca fui bom em desenhos. Desenhar é, ao meu ver, um dom, que junto à prática e habilidade adquirida, consegue dar vida a sonhos, a idéias, consegue expressar o inexistente, o abstrato. O desenho vem ao papel, à tela, às paredes para ser apreciado, odiado, para provocar. De uma maneira ou de outra, se eu desenhasse, meus desenhos só trariam risos ou desprezo aos que veem.

Por isso prefiro desenhar palavras. Da mesma maneira que desenhos, dão vida às idéias, vida ao abstrato. Porém, tornam o abstrato o mundo real. Palpa-se dessa maneira as nuvens do irreal, pois percorre-se um mundo que não existe, onde idéias se confrontam, se acertam, se constroem.

Vive-se na abstração.
Nos faz acreditar no amor dos desesperados.
Nas desaventuras de um pobre coitado.
Nos encontros do improvável.
Na ressurreição do que é divino.
Nos elétrons que nos fazem viver.

Nesta arte de desenhar palavras, venho fazendo meus rascunhos, como podem ver.
(E talvez possa ser comparados à mediocridade dos meus desenhos.)
Desenho aqui um rascunho do que sinto, pois o que sinto não seria compatível ao papel, a uma tela. Talvez o que eu sinta, de tão abstrato, seja confuso até mesmo no campo das idéias. Meus pensamentos tentam interpretar meus sentimentos como uma mistura sinestésica de todas as artes, da música dos teus olhos, do cheiro da tua presença, da sua beleza, que ouço a distância, e do gosto doce da tua voz, e do som de tuas palavras, que vejo extasiado.

Sou capaz de desenhar aqui minhas idéias, de tentar compor algum tipo de raciocínio lógico. Mas muitos já quiseram a escrita contemporânea, abstrata. Que trabalha com essa abstração da lógica das palavras,
Acredito que a abstração na venha da forma, mas sim da própria palavra. A verdadeira arte de desenhar palavras é dar ao leitora capacidade de entrar em sinestesia com suas próprias idéias e palpar o irreal. É inútil, por meio da forma, por mais genial que seja, tentar desenhar um texto.
O texto se constrói.
As palavras se desenham.
Da mesma forma que o vermelho possa colorir o sangue, as rosas, os prédios, os tijolos; o ''desespero'' é o medo, o suspiro eterno, o amor indomado.

Talvez eu passe minha vida tentando desenhar minhas idéias, desenhando em cada palavra um tom do meu pensamento, uma versão diferente para cada ideia, me assombra, me delira, me faz sonhar, me faz querer morrer.

Não escrevo para ser lido.
Escrevo para me conhecer.
E cada palavra que me conheço mais, percebo que sou menos artista, e mais humano.
A quando desenho um pronome, um substantivo, um advérbio, venho me perguntar como a mente é capaz de conversar tanto com si mesma.
Acho que é essa, enfim, a grande beleza de desenhar ''amor'', ''morte'', ''eu'', ''palavras'', ''desenho''.
Perdoem-me pela metalinguagem excessiva.
Mas minha arte é essa. Desenho o que sinto, por meio de palavras que me condenam, que me ensinam.
A grande beleza de poder se conhecer, pois o que está frente ao espelho pouco importa.

O melhor de tudo, é facilidade de um auto retrato.
''eu''
Ao mesmo tempo da complexidade metafísica desta preposição.

O papel aceita tudo. A partir daí, cabe a cada um saber o que se lê.
Até que ponto acreditar que elétrons que nos mantêm vivos, ou que desesperados são incapazes de amar.
Minha arte faz mal. Mas é meu único remédio.





domingo, 3 de fevereiro de 2013

desperceba

Talvez os despercebidos sejam mais felizes.
A vida passa e com ela passam os problemas, sendo que só reparam naquilo que os atingem diretamente. Não param para filosofar, a metafísica dos despercebidos é a realidade; é o dia-a-dia, o planejamento banal da vida.
Os despercebidos passam no mundo como se a vida realmente fosse uma grande alegria, vivem cada momento da maneira que devem viver.
A filosofia dos despercebidos é o papo de bar, a política, o futebol, a carreira, mulheres.
Não procuram engradecimento. Acreditam nos sonhos, e por mais longe que pareçam estar deles, ao mesmo tempo sentem-se realizados. Moldam seus sonhos de acordo com sua realidade, despercebida.

Pode-se confundir os despercebidos com os ignorantes. Isto está errado.
A ignorância é uma dádiva. Aquilo que não se escolhe saber ou conhecer é simples, é palpável; todos nós devemos nos dar ao ''prazer'' da ignorância, a arte de dar risada sobre política, física, astronomia, engenharia, arte...

Aos que percebem. Meus pêsames. Aos que filosofam, idem. Aos que se incomodam com o simples fato de existir, aos que sentem a verdadeira angústia da metafísica, aos que se incomodam com a obrigação da vida, de ser livre.
Segundo Voltaire, o homem que não fosse capaz de rir, se enforcaria.
E ainda, afirma que não há sentido em existir, em viver, que a vida é composta por distrações, que ocupam a mente dos que percebem, sentem, pensam.

A cada abrir da janela. A cada dia cinza. A cada sorriso que despertam em mim, percebo que vale a pena estar vivo. E apesar de viver ser muito difícil, acredito que somos capazes de eternizarmos nós mesmos em cada instante memorável, em cada paixão que aquece o peito.

Invejo os despercebidos.
Talvez eles pudessem ensinar a verdadeira arte de viver.
Ou talvez os que percebem os pudessem ensinar a pensar.
Não. A filosofia não sustenta o amor, a felicidade. Quanto mais a vida.
A cada beijo, despercebo o mundo.
A cada sorriso, juro viver pra sempre.
A cada suspiro, sinto, simplesmente.
Talvez despercebamos juntos o que é estar vivo. E assim, somos.



domingo, 27 de janeiro de 2013

instante

O tempo é composto por horas, minutos, segundos e, todos estes, por instantes.
O instante pode ser uma fração do segundo, ao mesmo tempo que pode durar horas.
O instante pode ser um mês, um ano todo, que no passado, não passam de um segundo de suas lembranças.
O instante é, portanto, uma medida de tempo modulado pelo valor do tempo em significado, e não em duração.
É o amor, o medo, a surpresa, o encanto, a felicidade; é discernir o tempo passado de tempo vivido.

Quando te observei hoje, descendo a rua, o tempo pareceu parar, um vazio já me invadiu, e eu soube que as próximas horas nunca durariam tanto quando as horas que haviam acabado de passar. O tempo que estive ali, e todos os momentos que estive contigo, me senti vivo, apesar da vida, realmente, não importar tanto, não naqueles instantes.

A vida pode durar um instante, enquanto pode ser eterna, devido a instantes que somados duram muitas e muitas vidas, pois seus significados extrapolam o próprio tempo que existem.
Como disse o poeta certa vez, ''Meu tempo é quando''.
Talvez possa entender eu um pouco desta poesia nesta simples reflexão.

E quando?

''Good times, and bad times and all those in-between times...''
''Smiles we gave, we smiles we made''
In-Between Times - Go Jimmy Go






domingo, 13 de janeiro de 2013

melodias.

Talvez a abstração de um pensamento se dê da mesma forma que o que acontece com a música.
Quando uma melodia lhe toma os pensamentos, o único jeito é ouvir a música.

Para que abstraia-se pensamentos, como a saudade, como a vontade de ver alguém, como aquele pensamento que te torturaria, se não fosse tão belo como um sonho; talvez seja necessário torná-lo real, palpável. E até mesmo beijá-lo. Sentí-lo.

O problemas de grandes melodias, no entanto, é que você quer ouví-las diversas vezes, e ainda fica lhe assoviando o dia todo, e que tiram o sono pelo prazer de cantá-las.

A música é tão abstrata e apaixonante como o próprio viver.
Da mesma forma que não viveria sem música, não vivera sem sonhos, não viveria sem minhas abstrações.
A vida é uma abstração do próprio ser, do próprio existir.




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Rotina.

De volta.
De novo.
Do ano que se foi mas não passou.
Em um ano que começa bem.
Diferente.

Mudanças.
São e sempre serão necessárias.
Mudar, porém, dá medo. E o medo é o mais natural dos sentimentos, é o mais primitivo dos sentimentos, é o que nos mantém vivos, afinal.
É um ano de poucas promessas e muitos deveres. Um ano que sonhar será necessário, pois serão a força para se continuar e firmar cada passo, cada palavra, cada jura.
Um ano que se perde um pouco a irresponsabilidade, mas ainda se tem o privilégio de relegar-se a ela de finais de semana e feriados.

Enfim.
De volta ao novo que ainda velho.
Porém mudado, de alguma forma, talvez com a cabeça mais tranquila. Ou talvez mais confusa.
Afinal, como posso avalizar minha própria sanidade?

A rotina nos define.
Nos molda.
Nós fazemos nossa rotina, porém ela que nos domina.
Junto com nosso maior inimigo, o tempo. A rotina segue ditada pelo relógio. Assim como nossa vida cessa a cada letra que aqui está sendo escrita. E a cada palavra que aqui é lida.
A rotina responde por nós, ela é capaz de transparecer fisicamente.
A rotina nos escraviza, mas nos liberta da morte. Ela nos mata, mas nos faz esquecer que estamos morrendo. Ela traz a ocupação da mente, ela traz a libertação de uma alma que continua acorrentada.
A rotina é como uma psicoterapia para uma alma em depressão, que convive diariamente com a angústia de sua própria existência e sentido.
(Talvez então o amor seja o fármaco que cura alma e que, com certeza, tem seus efeitos colaterais. E pode fazer mal em overdose.)
A rotina é essencial, ter um papel é essencial.
A rotina é enlouquecedora, pelo menos para mim.
Viver é essencial, acima de tudo. Viver é enlouquecedor.

Escrever, pra mim, é sair da rotina, e portanto, um alimento pra minha alma acorrentada, talvez um alívio, talvez um meio de afrouxar essas correntes.

http://www.youtube.com/watch?v=3ZW_keqnzD8



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

and celebrate we will

Mais um ano começa.
Mais promessas são feitas.
Não dessa vez.
O ano começou da mesma maneira que o outro acabou, a vida continuou. Abraços foram dados, e o velho ''feliz ano novo'' foi dito. Mas nada mudou. Talvez essa mentalidade mostre algum amadurecimento, apesar de ser uma clara mostra de certa falta de esperança ou espiritualidade. Talvez. Ou talvez seja apenas uma outra maneira de se encarar a vida, não esperando mudanças, ou acreditando que algo vá mudar. Mas encarando o futuro como parte do próprio presente, algo mutável a cada segundo, e que não muda em um dia, um ano, ou em datas comemorativas, mas sim a cada segundo.

 2013
É o meio de uma fase.
É o pós-fimdomundo.
É o ano que comecei do lado dos meus amigos.
É o ano que estive há 500km da minha família.
É o ano que me surpreendeu, de uma maneira incrível, logo de cara.


 2012
 A montanha russa.
 O ano que me fez amar, que me deprimiu, que me machucou, que me fortaleceu, que me fez, acima de tudo, saber dar importância a pessoas, viagens e ao tempo.


E agora?

Certa vez ouvi que os maiores desejos, os maiores pedidos, pudessem ser encarados, de alguma forma, como desafios. Dessa forma, o que se mais deseja surge como o maior desafio. Acredito nesses momentos, que só pessoas fortes realmente consigam superá-los, e ver seus desejos tornarem-se realidade e assim, serem felizes.
 Me pergunto então, se nos meus momentos de felicidade consigo descobrir o que mais tenho desejado? E qual foi o desafio superado, qual foi esse grande pedido inconsciente que me instigou. A felicidade pode então ser uma pista, um trilho, para se descobrir seus verdadeiros desejos, e assim, tais pedidos virem a se tornar desafios grandes o suficiente para ocupar todo uma vida. Talvez seja esse sim, o tal caminho da felicidade.

Sentia falta de escrever.
Ainda sinto.
São momentos e pessoas que me motivam a vir aqui. Pois escrever não é nada mais do que a melhor maneira de argumentar a si próprio. E compreender a si mesmo (ou talvez compreender o que não se imaginava existir).


  ''and celebrate we will, cause life is short, but sweet for certain...'' (Two Step, DMB)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Para ela.

E então estão ali, semi-embriagados. Ela vem à sua casa, se olham, algumas cervejas, a conversa não acabaria nunca, mesmo que o acabasse o mundo. Sente o corpo dela, sente o calor de seus lábios, não sabe como, apenas estão mais uma vez entrelaçados, como tantas antes. O mesmo arrepio vem por sua espinha. Sussurros, murmúrios incompreensíveis. Te amo. Eu também, nunca te deixei de amar. Sofre, acorda. Encara a realidade. Semi-embriagado olha para o resto de cerveja na garrafa, a noite que não o incomoda, a solidão que não o abala. Diz a ela, as vezes é melhor falar do que ficar aí, se remoendo, imaginando o que seria aonde não se foi, o que há de ser no que não é. Tem coragem. Sente medo. Não, não a mesma pessoa. Será que melhora? Conforme conhece-se melhor a si mesmo, e sobre seus objetivos e quem quer realmente ser, e, é claro (porém assustadoramente complicado), torna-se mais perto do que se almejou, os sofrimentos, arrependimentos perdem sua força. Devem ir morrendo, junto com aquele que sente. Termina a cerveja. Ainda não acredita.

sábado, 7 de julho de 2012

Vidarte

A vida não é arte, meu amor. A vida é crua, a vida é vida e nada mais. A arte se eterniza, a vida morre. Quer viver para sempre? pois tome as vitaminas. Quem quer se eternizar quer morrer antes de viver.

terça-feira, 20 de março de 2012

querer.

E teu amor me tirou de um mar de confusões, de um solidão que talvez nem eu mesmo percebi que estivesse. Me trouxe à uma realidade que já não me lembrava.

É incompreensível a natureza humana, ou talvez a minha natureza apenas, que para estar certo, deve saber como é estar errado, pois senão nada lhe trará a certeza que caminha no sentido correto. Para encontrar a paz, me desespero, pois do mesmo jeito para conhecer a felicidade, já senti o gosto da tristeza.

Sou eternamente teu, mesmo tu não sendo minha. Prezo, afinal, por tua felicidade, pois ver-te feliz me lembras o que é amor, e o que é sentir ser amado. Se para que haja teu sorriso, eu não possa sorrir, se para te ver bem, eu deva estar mal, compreendo, a contragosto de minhas emoções, que seu desejo, seja então, o meu. Pois se em meus erros mora tua tristeza, nunca acreditarás quando te prometo felicidade. Se em meus braços agora chora, como posso te fazer feliz?
Cabe à mim, então, dizer que te amo, como nunca amei, e se juras não te bastam, só peço que olhes nos meus olhos uma última vez e, por trás de fácies misteriosas que habitam, possa teus olhos enxergar todo meu ser, como se gravassem dentro de mim uma lembrança eterna do nosso sentimento, de todo nosso amor.

Tento me conformar, por meio destas palavras, do derradeiro fim de uma história sem início, de um livro cujo rascunho está para ser queimado.
E que nunca saberemos, em caso algum, que talvez fosse esse uma das mais belas histórias.

Confio a ti minhas palavras, minhas juras, meus segredos.
Confio a ti minhas esperanças de um amor que por mais breve que exista, é eterno dentro de nossas vontades.
Enquanto quisermos, seremos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

and done.

Arrastado, impregnado do que parecia ser só mais um sofrimento desnecessário.
Ouviu seus pais e decidiu, queria algo que lhe fizesse bem:
''Quem? O que? e Quando?''
Quero tudo, e quero agora, quero muito, e quero sem pensar.
A mente de 19 anos está quase firtando frente a tantos confrontos e erros.

Só uma certeza paira em sua cabeça, ou talvez seja a maior das incertezas, mas nao o abandona, e nunca abandonou.
Com juras, dias adeus.
Com lágrimas, implora por esperança, esperança longe.
Bebe, e nao esquece, só imprime realmente o que sente.
Escreve para melhorar, e tenta, nas palavras do que um dia foi seu, o que pode um dia ser.

Quer ser. e ponto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nossa.

Faz muito tempo que não apareço por aqui.

Enfim, impossível passar um resumo do que é minha vida agora, então vamos citar algumas frases.



"Take a shower, shine your shoes
You got no time to lose
You are young men you must be living so
Take a shower, shine your shoes
You got no time to lose
You are young men you must be living
Go now you are forgiven"



The General - Dispatch

domingo, 22 de agosto de 2010

Sob os óculos.

Eu resguardo meus olhos sob meus óculos, lentes transparentes, onde por todo lugar são vistos, mas talvez disfarcem com uma perspectiva introspectiva e, talvez, estudiosa, uma face que em dúvida, uma mente confusa, e a pressão inédita, e a vida que torna-se cada vez mais, pode parecer estranho, nova, surpreendente.

Se por trás dos meus óculos ainda indagarem como estou: 'Estou feliz.'
E se isso basta: 'Basta, desde que se saiba que sem tristezas não haveriam momentos felizes, e é necessário estar triste para ficar feliz.'
Ou será que estaria errado? Que a dicotomia não faz sentido?
E se estou confuso, é porque antes estava tudo claro?
Vamos parando com isso.

Isso foi só pra ver se eu ainda sabia escrever.

E mais uma coisa:



Que este meu sorriso e estes confetes mostrem que minha felicidade é real, pura, e que meu carinho é gigante.
E se estava ali, do seu lado, é porque gosto, quero e vou.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

iiiih rapaz.

Quando o próprio cerébro se vê encurralado, frente a notas que nunca viu, a medos que nunca sentiu, é hora de botar a cabeça pra funcionar, enquanto esta só ve outros probleas, não menos imoportantes, nem menos supreendentes, mas de qualquer forma, que não desafiam sua índole inicial, de ser o melhor no que faz, como estes.

domingo, 25 de julho de 2010

já se foram.

6 meses.
Desse ano em que tudo é novo, bom, diferente.

E agora?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

back to.

E enquanto estou de volta ao meu lar, ao clube, aos meus velhos amigos, o tempo passa, e sinto que numa noite como essa, vazia, que acabei achando sentido em um filme, percebo de certa forma a preguiça de viver que certas pessoas têm, ao passo que aprendi a organizar meu tempo, maximizar oportunidades e tornar todo momento o mais vivo possível, alguns ainda acham graça no seu ócio.
Isso me entristece.
Que de alguma forma a preguiça se sobrassaia à vontade de viver.

Whatever, talvez isso seja apenas um desabafo de algum momento ocioso ao qual não me lembrava de ter há tempos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

e amanhã.

não se sabe, como já é dito.

Mas se no post anterior utilizei o pretérito imperfeito do sujuntivo, agora mudo, já que questionamentos metafísicos ficaram e restou a certeza.
E a pergunta.
A pergunta feita, por ela, 'mas porquê?'
E a certeza, o amor, que estava ali.
Mas a pergunta não o deixou. Arrastou-se até seu caminho até a porta de seu apartamento, permeou sozinho diversas regiões do córtex e utilizou-se de todos os meios para ser respondida.

Formulou todos os tipos de razões, todas corretas, todas faziam o mais pleno sentido para explicar seu amor, seu gostar, seu estar bem ao lado dela.
Mas nenhuma o deixou completamente satisfeito.
Então pergunta-se: basta-se a razão? Basta-se o porquê? Ou melhor, necessita-se de tal indagação, uma vez que a resposta é clara, porém totalmente imprecisa?

Da razão estamos fartos, e dela necessitamos que o amor seja ainda o único a não necessitá-la, o amor verdadeiro, o meu amor, não desejo saber porque amo, e sim que amo, que amo e quero amar, e tenho fé nisso.
Que seja, perguntas estão aí para ser respondidas, mas será que é nossa obrigação respondê-las?

Que acordemos então indagando a razão de nosso amor, isto prova que ele existe.


PS: filmão hoje, indico: 'kick ass' . chupa kill bill. só vendo pra crer fera.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

e se hoje eu não acredtasse?

Questão de força própria.
Não há maneira de viver, de se resolver com você mesmo se não acreditando, sempre.
Porque há quem não acredite no amor, na vida, na morte, na sinceridade dos mentirosos e até mesmo na boa vontade dos inválidos.

E se hoje eu acordasse eu não acreditasse que o que faço é realmente minha trilha, é claro, isso pode parecer bizarro, há mil outros fatores que me fazem refletir e saber que estou vivendo o momento certo da maneira certa do jeito que eu quis, mas e se eu algum momento eu não acreditasse que isso fosse possível, ou que simplesmente o tempo todo não soube o que fazer?

E se eu duvidasse de mim mesmo? Do meu próprio julgamento de certo e errado?
Eu duvidaria de meus sentimentos, eu duvidaria de mim mesmo, e daqueles que gostam de mim, como pessoas que talvez nao gostem, ou gostem, mas não creio que gostem.

E se a vida, pois aí sim é verdade, é uma grande crença.
Entenda, a vida pelo fato de viver, nosso estado aqui e agora.
E se eu duvidasse da minha própria exitência, de que maneira eu poderia estar errado?
Queria ver provarem o contrário e certamente já o fizeram diversar vezes que isso foi perguntado.

E essa reflexão só me deixa com uma certeza, acreditar é ter fé, é a mesma coisa.
E uma vez que, no caminho que escolhi, no caminho que decidi trilhar, acreditar é necessário, já que lidarei com nada menos que a iminente e derradeira, ter fé é essencial para não perder aquilo que lhe resta como ser humano e estar ali: acreditar que pode.

E se hoje eu não acreditei, por algum instante, em tudo isso, percebi que na verdade, é necessário ter certeza de seu lugar na existência como alguém para realmente poder se deixar desacreditar e ter coragem de imergir na dúvida e voltar, quase afogado,
ao mundo talvez cruel, frio, competitivo, mas lindo e meu, nosso.